sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Comentários sobre os Blogs de Educação a Distância (EaD)

Conforme solicitado pelo Prof. Dr. João Mattar da disciplina "A Educação a Distância no Brasil e no Mundo" do curso de Pós-Graduação em Metodologia e Gestão em Educação a Distância pela faculdade Anhanguera, fiz o acompanhamento dos blogs por quatro semanas buscando interagir e comentar sobre seus posts, cheguei a conclusão que a Educação a Distância (EaD) está sendo muito enfatizada no momento, pois a facilidade de interação nos blogs com comentários inteligentes sobre posts interessantes contribui de forma significativa para a construção do meu conhecimento na área de EaD.
A tecnologia e a educação a distância andam juntas no desenvolvimento do saber. Devemos nos manter atualizados em relação as mídias que surgem a cada momento com várias novidades.
O aluno de EaD deve ser mais responsável, criativo e esforçado, criando condições para que se ampliam os seus conhecimentos a cada vez mais. E que busque na hora apropriada a ajuda do seu tutor on-line.
No post A EaD no Brasil - um breve resumo, que postei anteriormente, faço um resumo de todas as aulas dadas nesta disciplina para poder ajudar quem queira conhecer um pouco sobre a EaD na atualidade.

Aqui estão os blogs que acompanhei e comentei:



Este blog trata de forma séria e concisa a Educação a Distância mostrando um ensino voltado para a maioria, com crescente desenvolvimento de tecnologias para a ajuda dos interessados .
Abrange vários assuntos relacionados a EaD com comentários inteligentes. Deixa todos que entram em seus posts sempre bem informados e atualizados.



Já este blog refere-se ao design-instrucional de forma abrangente, dando referências de como deve ou não atuar este profissional diante das diversidades que a sua profissão lhe impõe.

Recursos inseridos e bom senso



Recursos Inseridos e Bom Senso
13 de agosto de 201125Comentários

Recursos Inseridos e Bom Senso

Existem modelos de ensino a distância que acreditam que um curso deve ser recheado de mídias, com um pouco de tudo: animações 2D, 3D, objetos de aprendizagem interativos, videoaulas, podcasts, arquivos em PDF etc.

Além de apresentar esta diversidade, tais modelos ainda mantêm uma regularidade quantitativa, cada curso apresenta a mesma quantidade disso e daquilo. Esta igualdade decorre do fato de que não existe uma identificação das necessidades e características do público alvo e sim uma produção guiada por procedimentos operacionais padrão. A massificação da produção exclui a fase de análise, a pergunta “produzir para quem ?” se desfaz, a transformação da educação em Commodity excluiu o pensar, não existe tempo para isso em linhas de produção da MacEaD.

A automação dos processos faz com que equipes inteiras não dialoguem entre si, o curso é “dividido” entre setores que passam a elaborar recursos para tornar o material hollywoodiano, isto mascara o fato do empobrecimento do processo de ensino e aprendizagem.

O aluno ao adquirir este curso hollywoodiano fica maravilhado e acredita que o perfeito acabamento de layout e mídia torna aquele curso excelente, esquece-se que o fundamental do processo de ensino e aprendizagem está ausente. O tutor certamente está esmagado em um ritmo louco de interação de 01 tutor para milhares de alunos, restando – muitas vezes – apenas postar respostas padronizadas oferecidas pelo sistema.

A necessidade da identificação do público alvo é fundamental, tais informações irão lhe guiar sobre o que inserir, quando e como.

Recentemente produzi um material para um grupo de professores localizados em uma cidade do interior do Estado de Mato Grosso do Sul e diversos fatores foram levados em consideração, tais como:

- Qualidade de conexão: diferente dos grandes centros, lá eles possuem internet via rádio. Portanto foram descartados os vídeos em alta definição e os demais tipos de arquivos foram fragmentados em tamanhos mais “leves”.

- Vídeo: ao exportar o vídeo via Premiere, as configurações foram manipuladas de forma a deixar cada vídeo com um tamanho máximo de 10 MB.

- Informações: devido ao fato de não possuírem uma familiaridade com e-learning, o manual do aluno foi trabalhado, deixando bem claro a maneira como acessar, inclusive com a inserção de diversos prints de tela.

Sem dúvida nenhuma, curso bom é aquele bem dosado, onde o uso de cada ferramenta tem um porque, nada esta ali por acaso, houve uma análise prévia.

Saliento também a importância de se deixar os modismos de lado, claro que tudo que surgir em termos de ferramentas para educação é saudável que você explore e conheça, mas utilize apenas o que você já conhece, monte um leque de opções, tenha sua caixinha de ferramentas para EaD. Desta forma, ao produzir seu curso você terá muito mais confiança na escolha dos recursos.

Confesso que houve um tempo no qual achava que um material didático deveria ser recheado de recursos midiáticos, mas nada melhor que o tempo, a experiência e a humildade para que possamos identificar nossos erros e fazer com que trilhemos o caminho correto.

Antes de finalizar este post, ressalto a importância de você sempre se perguntar no início de cada produção: qual o perfil do aluno que irá acessar este material que irá elaborar?

Fonte:

http://www.eadaqui.com.br/blog/design-instrucional/recursos-inseridos-e-bom-senso


A EaD no Brasil - um breve resumo

A Educação a Distância está evoluindo muito com o passar dos tempos no Brasil.
Uma definição muito interessante foi descrita por Maia e Mattar (2007):
"A EaD é uma modalidade de educação em que professores e alunos estão separados, planejada por instituições e que utiliza diversas tecnologias de comunicação."
Um estudo de metanálise concluiu que os alunos de EaD tiveram desempenho relativamente superior quando comparados àqueles que receberam ensino presencial.
Então a diferença é pouca em relação a EaD e a educação presencial.
As atividades podem ser divididas em síncronas (chat, videoconferências, web conferência, encontros em mundos virtuais, games multiusuários) e assíncronas (fórum de discussão, exercícios, questões, projetos, web quest). O uso dos games tem sido cada vez mais comum em EaD. Mundos virtuais (como second life e o Open Simulator) têm sido cada vez mais utilizados como suprte para atividades em EaD.
O aluno de EaD ( ou aluno virtual) deve ter a mente aberta e compartilhar detalhes sobre sua vida e suas experiências educacionais, ser capaz de refletir sobre todos os assuntos e saber que em qualquer lugar e momento se aprende com qualidade. Quanto ao professor, como afirma Pierre Lévy (1999, p.171), " passam a ser compreendidos como animadores da inteligência coletiva, e sua atividade será fundamentalmente o acompanhamento e a gestão da aprendizagem, com o estímulo à troca de conhecimento e mediação."
O fato é que na EaD o aluno fica mais responsável por si, pois tem que correr atrás das informações buscando melhorar o seu conteúdo.
A primeira geração que existiu em EaD foi os cursos por correspondência em meados do século XIX com materiais primordialmente impressos e encaminhados pelo correio.
O segunda geração surgiu com as novas mídias formadas pela utilização da televisão , rádio, fitas de áudio e vídeo e telefone; e com as universidades abertas utilizando também vários tipos de mídia e realizando diversas experiências pedagógicas.
A terceira geração, a que tem uma maior vertente agora, é a EaD on-line onde se introduziu a "utilização de vídeo texto, do microcomputador, da tecnologia de multimídia, do hipertexto e de redes de computadores"(Mattar). São várias as instituições que oferecem cursos a distância com programas completos de graduação e pós-graduação. Em alguns casos os cursos são oferecidos por instituições que também oferecem cursos presenciais. E isso tudo acontece devido ao crescimento explosivo da internet.
Para Otto Peters , a EaD está dividida em três plataformas, sendo elas:
"Fordismo: o ensino mecanizado (e mais tarde automatizado), padronizado , normatizado, formatizado, objetivado, otimizado e racionalizado, industrializado, produzido e consumido em massa.
Neofordismo: alta inovação no produto e alta variabilidade nos processos, mais ainda poucas responsabilidades dos empregados. Não são mais produzidos grandes cursos, mas sim cursos menores que podem se atualizados constantemente.
E o Pós-fordismo: agrega a alta inovação na produção e a alta variabilidade nos processos, também, um alto nível de responsabilidade no trabalho. Os cursos são agora produzidos on demand e just time (na demanda e em um só tempo). A divisão do trabalho é, no limite, eliminada. Os cursos, dessa maneira, poderiam ser produzidos e adaptados rapidamente."
É possível apontar algumas tendências para a EaD no futuro não muito distante, são elas: Web 2.0, Redes Sociais, PLEs (Ambientes Pessoais de Aprendizagem), Mundos Virtuais 3D, Games, Mobile Learning, Realidade Aumentada e Recursos Educacionais Abertos.
20% da carga horária de cursos presenciais reconhecidos pelo MEC pode ser oferecida à distância.
Enquanto na educação presencial, cerca de 80% dos estudantes estão na educação pública; no caso da EaD, ao redor de75%, estão na educação privada.
A partir de 2011, a UAB (Universidade Aberta do Brasil) começou a oferecer, em caráter de teste, os primeiros mestrados stricto sensu à distancia no país.
“Uma entidade educacional que é uma ferramenta estratégica projetada para assistir sua organização-mãe a atingir sua missão, conduzindo atividades que cultivem aprendizado individual e organizacional, conhecimento e sabedoria.” (ALLEN, 2002), assim é definida a Universidade Corporativa.
A alfabetização visual em EaD envolve a habilidade para trabalhar em ferramentas e ações para influenciar a aprendizagem. Para LOHR "A tendência de quem está sendo alfabetizado visualmente é abusar do edu-junk, definido como o lixo educacional que envolve o uso exagerado de clipart, bordas, sombreamento, textos em letras maiúsculas, textos centralizados e Word Art." Deixando assim, um trabalho muito rico visualmente mais pobre em conteúdo.
O design instrucional tem um papel muito importante na Educação a Distância (EaD), podendo ser definido melhor por FILATRO , “envolve – além de planejar, preparar, projetar, produzir e publicar textos, imagens, gráficos, sons e movimentos, simulações, atividades e tarefas relacionadas a uma área de estudo – maior personalização dos estilos e ritmos individuais de aprendizagem, adaptação às características institucionais e regionais, atualização a partir de feedback constante, acesso a informações e experiências externas à organização de ensino, favorecendo ainda a comunicação entre os agentes do processo (professores, alunos, equipe técnica e pedagógica, comunidade) e o monitoramento eletrônico da construção individual e coletiva de conhecimentos.”
Este foi um breve resumo de como a EaD surgiu no Brasil e a importância que ela tem atualmente pra todos que se envolveram direta ou indiretamente nesta educação que está crescendo em uma velocidade impressionante.

Novas tecnologias exigem novos conteúdos

O ensino está progredindo cada vez mais com as novas tecnologias disponíveis atualmente, ficando cada vez mais evidente que a EaD é a educação não só do futuro , mas sim a do presente . Por isso a digitalização dos livros é um passo muito importante na construção de uma educação mais aberta para todos.
Isso fica enfatizado na entrevista de Ana Teresa Ralston abaixo citada.




Novas tecnologias exigem novos conteúdos

Arquivado em Educação a Distância6 Comentários

O mercado editorial e as empresas de sistemas de ensino começam a se preparar para uma nova realidade: a do livro didático digital. Com dispositivos como laptops, e-books e iPads, um novo cenário se apresenta para a educação. E também novos desafios. “Novas tecnologias requerem novos conteúdos”, diz Ana Teresa Ralston, diretora da tecnologia de educação e formação de professores da Abril Educação – grupo que reúne editoras e sistemas de ensino e é controlado pela família Civita, que também é dona da editora Abril, que publica VEJA. Convidada a falar sobre o tema em um painel especial da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que se encerra neste domingo, a especialista, diz que ainda é preciso investir tempo e recursos para criar um livro didático 100% digital e multimídia. Confirma a seguir os principais trechos da entrevista.

O futuro do livro é incerto, mas o processo de digitalização já começou, com os e-books, iPads e outros dispositivos. Em relação às obras didáticas, o que é possível constatar?
É possível dizer que temos uma revolução escondida. Uma revolução que já começou, mas que escapa à nossa observação porque acontece no processo de produção do livro didático. Ao produzi-lo, já utilizamos todos os artefatos tecnológicos disponíveis. Porém, o que se analisa agora é quando isso estará presente na versão final do livro, ou seja, quando ele será completamente multimídia e virtual. Muitos estudiosos apontam que a educação levará mais tempo do que outras áreas para incorporar todas essas inovações.

Qual a razão dessa demora?
No meio educacional, as tecnologias demoraram mais a serem incorporadas, em virtude das mudanças que elas imprimem nos padrões, na formação dos educadores, na produção do material de apoio e na infraestrutura das escolas. Novas tecnologias requerem novos conteúdos, e, para isso, é preciso profissionais capacitados, preparados para produzir esse novos conteúdos. Além disso, o professor que irá usar essas ferramentas também precisa ser formado para a essa tarefa.

Então, o que ocorre nesse processo não é a simples digitalização do conteúdo impresso, mas, sim, a criação de novos conteúdos.
É importante lembrar que, quando falamos desse processo, abordamos três elementos distintos: o livro didático impresso, o livro didático impresso digitalizado – e isso já fazemos – e o livro 100% virtual. Nesse último, o que ocorre não é a simples transferência do impresso para o digital. É uma outra comunicação, que acontece em outra mídias. E acho que esse é o grande desafio: a maneira como organizamos os conteúdos na mídia impressa é diferente da maneira como o fazemos na mídia digital.

Esse novo tipo de conteúdo, mais familiar aos alunos que já utilizam as tecnologias fora da sala de aula, pode alimentar o interesse dos estudantes pelo que se ensina nas escolas?
Quando trabalhamos com soluções digitais, procuramos entrar em sintonia com a linguagem do aluno. Mas essas soluções precisam ser utilizadas com orientação pedagógica para que sejam significativas. Caso contrário, viram só distração.

Como evitar que o livro didático digital seja uma armadilha?
Eu costumo dizer que o meio digital evidencia uma aula mal dada. Às vezes, temos uma aula que não foi a ideal, mas não há registros dela. Já com a tecnologia digital tudo fica registrado. Então, é preciso usá-la para enfatizar boas práticas, para ilustrar situações que não seriam possíveis de outra forma. A tecnologia é um recurso poderoso, viável e possível e não deve ser usado como enfeite. Para isso, é importante pensar quais recursos são relevantes para esse novo ambiente. Caso contrário, retira-se essa relação afetiva que temos com o papel e com a leitura sem adicionar nenhum ganho.

Quais podem ser os ganhos da adoção da tecnologia na educação?
São as possibilidades de interação, de animação, de ilustração, de relacionar os conteúdos e fazer pesquisas. Em disciplinas como química, física e biologia, por exemplo, é possível simular situações. O professor pode ainda trabalhar infográficos de tempos históricos e evoluções geológicas. Pode trabalhar com pesquisas imediatas dos assuntos que estão sendo trabalhados naquele momento. É possível estimular o aluno para a possibilidade de troca, de colaboração, de construção do conteúdo em conjunto. Esse tipo de habilidade e competência é uma demanda do mercado de trabalho. E se o aluno começar a vivenciar isso no mundo da escola, ele vai poder ter essa habilidade como algo natural no mundo do trabalho.

Quais as dificuldades envolvidas na criação de um livro didático multimídia?
Precisamos conceber um produto diferente, não apenas digitalizar o que já existe. Além disso, precisamos viabilizar o acesso a todas as escolas brasileiras, nos mais remotos lugares. Aí, temos o desafio da entrega – e também da produção. Hoje, apenas começamos a trabalhar com alguns componentes agregados, ou seja, a pensar conteúdos de forma integrada.

As empresas de sistemas de ensino já estão se preparando para essa nova realidade?
Já. A digitalização de livros e apostilas já existe. O que começamos a fazer agora é desenvolver o material integrado: o meio impresso e o meio digital. O esforço é na produção de conteúdos virtuais, cada vez mais relevantes, integrados e efetivos. Ainda não pensamos em um produto 100% digital porque pensamos antes no material impresso, e depois partimos para o virtual. Acredito que pensar a totalidade do produto no ambiente virtual seja o nosso próximo passo.

Alguns especialistas pregam o fim do livro tal como nós o conhecemos, enquanto outros defendem que, apesar dos avanços tecnológicos, ele jamais deixará de existir. Quais são suas previsões?
Acho que ainda é cedo para previsões. Contudo, é hora de pensar nas evoluções da integração das mídias e se preparar para elas. Particularmente, não acredito que teremos uma mídia só. Aposto em uma segmentação. Nós pensaremos sobre qual a melhor forma de transmitir cada conteúdo. Ainda temos gerações que possuem uma relação muito próxima com o livro e alguns conteúdos seguirão sendo consumidos na mídia impressa. O que talvez tenha mudado é que hoje avaliamos o conteúdo antes de consumi-lo. Então, baixamos um livro no Kindle, por exemplo, e, se gostamos da leitura, compramos a versão impressa.

PDF – As novas tecnologias da informação numa sociedade em transição

PDF – Limites e possibilidades das TIC na educação

Fonte:

O Sucesso da Educação a Distância no Brasil - Reportagem do Bom dia Brasil


Reportagem do Bom Dia Brasil mostrada em Fevereiro de 2011 mostrando o excelente crescimento da Educação a Distância no Brasil.

Determinação e persistência em aprender a aprender

Este vídeo mostra que com determinação do aluno e paciência do professor se constroem formas inesperadas para imaginação do homem.