sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Recursos inseridos e bom senso



Recursos Inseridos e Bom Senso
13 de agosto de 201125Comentários

Recursos Inseridos e Bom Senso

Existem modelos de ensino a distância que acreditam que um curso deve ser recheado de mídias, com um pouco de tudo: animações 2D, 3D, objetos de aprendizagem interativos, videoaulas, podcasts, arquivos em PDF etc.

Além de apresentar esta diversidade, tais modelos ainda mantêm uma regularidade quantitativa, cada curso apresenta a mesma quantidade disso e daquilo. Esta igualdade decorre do fato de que não existe uma identificação das necessidades e características do público alvo e sim uma produção guiada por procedimentos operacionais padrão. A massificação da produção exclui a fase de análise, a pergunta “produzir para quem ?” se desfaz, a transformação da educação em Commodity excluiu o pensar, não existe tempo para isso em linhas de produção da MacEaD.

A automação dos processos faz com que equipes inteiras não dialoguem entre si, o curso é “dividido” entre setores que passam a elaborar recursos para tornar o material hollywoodiano, isto mascara o fato do empobrecimento do processo de ensino e aprendizagem.

O aluno ao adquirir este curso hollywoodiano fica maravilhado e acredita que o perfeito acabamento de layout e mídia torna aquele curso excelente, esquece-se que o fundamental do processo de ensino e aprendizagem está ausente. O tutor certamente está esmagado em um ritmo louco de interação de 01 tutor para milhares de alunos, restando – muitas vezes – apenas postar respostas padronizadas oferecidas pelo sistema.

A necessidade da identificação do público alvo é fundamental, tais informações irão lhe guiar sobre o que inserir, quando e como.

Recentemente produzi um material para um grupo de professores localizados em uma cidade do interior do Estado de Mato Grosso do Sul e diversos fatores foram levados em consideração, tais como:

- Qualidade de conexão: diferente dos grandes centros, lá eles possuem internet via rádio. Portanto foram descartados os vídeos em alta definição e os demais tipos de arquivos foram fragmentados em tamanhos mais “leves”.

- Vídeo: ao exportar o vídeo via Premiere, as configurações foram manipuladas de forma a deixar cada vídeo com um tamanho máximo de 10 MB.

- Informações: devido ao fato de não possuírem uma familiaridade com e-learning, o manual do aluno foi trabalhado, deixando bem claro a maneira como acessar, inclusive com a inserção de diversos prints de tela.

Sem dúvida nenhuma, curso bom é aquele bem dosado, onde o uso de cada ferramenta tem um porque, nada esta ali por acaso, houve uma análise prévia.

Saliento também a importância de se deixar os modismos de lado, claro que tudo que surgir em termos de ferramentas para educação é saudável que você explore e conheça, mas utilize apenas o que você já conhece, monte um leque de opções, tenha sua caixinha de ferramentas para EaD. Desta forma, ao produzir seu curso você terá muito mais confiança na escolha dos recursos.

Confesso que houve um tempo no qual achava que um material didático deveria ser recheado de recursos midiáticos, mas nada melhor que o tempo, a experiência e a humildade para que possamos identificar nossos erros e fazer com que trilhemos o caminho correto.

Antes de finalizar este post, ressalto a importância de você sempre se perguntar no início de cada produção: qual o perfil do aluno que irá acessar este material que irá elaborar?

Fonte:

http://www.eadaqui.com.br/blog/design-instrucional/recursos-inseridos-e-bom-senso


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