sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A EaD no Brasil - um breve resumo

A Educação a Distância está evoluindo muito com o passar dos tempos no Brasil.
Uma definição muito interessante foi descrita por Maia e Mattar (2007):
"A EaD é uma modalidade de educação em que professores e alunos estão separados, planejada por instituições e que utiliza diversas tecnologias de comunicação."
Um estudo de metanálise concluiu que os alunos de EaD tiveram desempenho relativamente superior quando comparados àqueles que receberam ensino presencial.
Então a diferença é pouca em relação a EaD e a educação presencial.
As atividades podem ser divididas em síncronas (chat, videoconferências, web conferência, encontros em mundos virtuais, games multiusuários) e assíncronas (fórum de discussão, exercícios, questões, projetos, web quest). O uso dos games tem sido cada vez mais comum em EaD. Mundos virtuais (como second life e o Open Simulator) têm sido cada vez mais utilizados como suprte para atividades em EaD.
O aluno de EaD ( ou aluno virtual) deve ter a mente aberta e compartilhar detalhes sobre sua vida e suas experiências educacionais, ser capaz de refletir sobre todos os assuntos e saber que em qualquer lugar e momento se aprende com qualidade. Quanto ao professor, como afirma Pierre Lévy (1999, p.171), " passam a ser compreendidos como animadores da inteligência coletiva, e sua atividade será fundamentalmente o acompanhamento e a gestão da aprendizagem, com o estímulo à troca de conhecimento e mediação."
O fato é que na EaD o aluno fica mais responsável por si, pois tem que correr atrás das informações buscando melhorar o seu conteúdo.
A primeira geração que existiu em EaD foi os cursos por correspondência em meados do século XIX com materiais primordialmente impressos e encaminhados pelo correio.
O segunda geração surgiu com as novas mídias formadas pela utilização da televisão , rádio, fitas de áudio e vídeo e telefone; e com as universidades abertas utilizando também vários tipos de mídia e realizando diversas experiências pedagógicas.
A terceira geração, a que tem uma maior vertente agora, é a EaD on-line onde se introduziu a "utilização de vídeo texto, do microcomputador, da tecnologia de multimídia, do hipertexto e de redes de computadores"(Mattar). São várias as instituições que oferecem cursos a distância com programas completos de graduação e pós-graduação. Em alguns casos os cursos são oferecidos por instituições que também oferecem cursos presenciais. E isso tudo acontece devido ao crescimento explosivo da internet.
Para Otto Peters , a EaD está dividida em três plataformas, sendo elas:
"Fordismo: o ensino mecanizado (e mais tarde automatizado), padronizado , normatizado, formatizado, objetivado, otimizado e racionalizado, industrializado, produzido e consumido em massa.
Neofordismo: alta inovação no produto e alta variabilidade nos processos, mais ainda poucas responsabilidades dos empregados. Não são mais produzidos grandes cursos, mas sim cursos menores que podem se atualizados constantemente.
E o Pós-fordismo: agrega a alta inovação na produção e a alta variabilidade nos processos, também, um alto nível de responsabilidade no trabalho. Os cursos são agora produzidos on demand e just time (na demanda e em um só tempo). A divisão do trabalho é, no limite, eliminada. Os cursos, dessa maneira, poderiam ser produzidos e adaptados rapidamente."
É possível apontar algumas tendências para a EaD no futuro não muito distante, são elas: Web 2.0, Redes Sociais, PLEs (Ambientes Pessoais de Aprendizagem), Mundos Virtuais 3D, Games, Mobile Learning, Realidade Aumentada e Recursos Educacionais Abertos.
20% da carga horária de cursos presenciais reconhecidos pelo MEC pode ser oferecida à distância.
Enquanto na educação presencial, cerca de 80% dos estudantes estão na educação pública; no caso da EaD, ao redor de75%, estão na educação privada.
A partir de 2011, a UAB (Universidade Aberta do Brasil) começou a oferecer, em caráter de teste, os primeiros mestrados stricto sensu à distancia no país.
“Uma entidade educacional que é uma ferramenta estratégica projetada para assistir sua organização-mãe a atingir sua missão, conduzindo atividades que cultivem aprendizado individual e organizacional, conhecimento e sabedoria.” (ALLEN, 2002), assim é definida a Universidade Corporativa.
A alfabetização visual em EaD envolve a habilidade para trabalhar em ferramentas e ações para influenciar a aprendizagem. Para LOHR "A tendência de quem está sendo alfabetizado visualmente é abusar do edu-junk, definido como o lixo educacional que envolve o uso exagerado de clipart, bordas, sombreamento, textos em letras maiúsculas, textos centralizados e Word Art." Deixando assim, um trabalho muito rico visualmente mais pobre em conteúdo.
O design instrucional tem um papel muito importante na Educação a Distância (EaD), podendo ser definido melhor por FILATRO , “envolve – além de planejar, preparar, projetar, produzir e publicar textos, imagens, gráficos, sons e movimentos, simulações, atividades e tarefas relacionadas a uma área de estudo – maior personalização dos estilos e ritmos individuais de aprendizagem, adaptação às características institucionais e regionais, atualização a partir de feedback constante, acesso a informações e experiências externas à organização de ensino, favorecendo ainda a comunicação entre os agentes do processo (professores, alunos, equipe técnica e pedagógica, comunidade) e o monitoramento eletrônico da construção individual e coletiva de conhecimentos.”
Este foi um breve resumo de como a EaD surgiu no Brasil e a importância que ela tem atualmente pra todos que se envolveram direta ou indiretamente nesta educação que está crescendo em uma velocidade impressionante.

Um comentário:

  1. Gostei muito de seu texto, resume bem a importância e a influência da educação à distância na atualidade.
    Parabéns!

    ResponderExcluir